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Comportamento Organizacional

Pesquisa mostra o lado negro do otimismo

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Fonte: Folha.com - 12/07/2011 - 08h28
Pesquisa mostra lado negro do otimismo

JULIANA VINES
DE SÃO PAULO

Ser otimista pode ser desastroso: a pessoa cria falsas expectativas, subestima riscos e se dá mal.

Mas não pensamos nisso. De acordo com as últimas descobertas da neurociência, somos mais otimistas do que realistas, o que não deixa de ser uma irracionalidade do cérebro.

Shutterstock

O lado "dark" do pensamento positivo é objeto de estudo da neurocientista israelense Tali Sharot, que acaba de lançar o livro "The Optimism Bias -A tour of the irrationally positive brain" (o viés otimista, um tour pelo cérebro irracionalmente positivo), sem edição no Brasil.

Certo tipo de atitude esperançosa, tão incentivada pela cultura atual, "pode levar a enormes erros de cálculo e fazer com que as pessoas não façam exames de saúde, não apliquem protetor solar ou não abram uma poupança", disse à Folha Sharot, que é pesquisadora da University College London.

Ela estudou como o viés positivo se forma no cérebro. Para isso, registrou as atividades de voluntários enquanto eles imaginavam eventos futuros e passados.

Descobriu que a maioria das pessoas, cerca de 80%, acha que o futuro será melhor. E muitas delas imaginam cenas hollywoodianas.

"Achamos que não vamos ter câncer, nos divorciar ou perder o emprego. E pensamos que vamos viver até 20 anos a mais do que a expectativa de vida."

É como se as estatísticas não funcionassem em primeira pessoa. A explicação para o viés positivo é evolucionista: sem o otimismo, ninguém atravessaria a rua.

"É uma forma que a espécie encontrou para seguir em frente, enfrentar o presente e fazer a vida correr", diz Roberto Lent, neurocientista e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Editoria de Arte/Folhapress

Para a neurologia, o otimismo é a formação de imagens mentais no cérebro, nas mesmas regiões em que ficam as lembranças. "A projeção do futuro é, muitas vezes, feita em comparação com o passado", complementa Lent.

Já para a filosofia, o pensamento positivo pode ser visto como uma premissa, segundo Jorge Claudio Ribeiro, professor da disciplina na PUC de São Paulo.

"A fé é a atitude básica da vida humana. Se não temos fé, não comemos fora de casa e não bebemos água, porque pode estar contaminada. O otimismo vem antes da desconfiança."

Segundo a terapeuta Dulce Critelli, o futuro pauta as ações do presente. "O homem não vive em função do que já foi ou já fez, mas do que pode ser. Marcamos nossas agendas para amanhã. Atravessamos a rua buscando algo que não temos."

O problema (ou o risco) é que só é possível projetar o futuro por meio da fantasia. E daí a perder a mão e ser fantasioso demais é um pulo.

 


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Última atualização em Sex, 15 de Julho de 2011 14:45 Leia mais...
 

A escada da desesperança

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IDEALISTA

 

 

 

 

 

 

 

OTIMISTA

 

 

 

 

 

 

 

REALISTA

 

 

 

 

 

 

 

PESSIMISTA

 

 

 

 

 

 

 

CÉTICO

 

 

 

 

 

 

 

CÍNICO

 

 

 

 

 

 

 

INDIFERENTE


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Última atualização em Sáb, 04 de Setembro de 2010 01:21
 

Embromation

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O GOLPE DE MESTRE:

COMO IMPRESSIONAR NAS REUNIÕES QUE REQUEREM SUA PARTICIPAÇÃO ATIVA,

PORÉM NINGUÉM VAI PRESTAR MESMO MUITA ATENÇÃO NO QUE VOCÊ VAI FALAR.

COMO FALAR MUITO SEM DIZER NADA

*** A tabela abaixo permite a composição de dez mil sentenças: basta combinar, em seqüência, uma frase da primeira coluna, com uma da segunda, da terceira e da quarta (seguindo a mesma linha, ou "pulando"de uma para outra).

O resultado sempre será uma sentença correta, mas sem nenhum conteúdo. Experimente na próxima reunião e impressione o seu chefe!!!


EMBROMATION

Coluna 1

Coluna 2

Coluna 3

Coluna 4

Caros colegas,

a execução deste projeto

nos obriga à análise

das nossas opções de desenvolvimento futuro.

Por outro lado,

a complexidade dos estudos efetuados

cumpre um papel essencial na formulação

das nossas metas financeiras e administrativas.

Não podemos esquecer que

a atual estrutura de organização

auxilia a preparação e a estruturação

das atitudes e das atribuições da diretoria.

Do mesmo modo,

o desenvolvimento de formas distintas de atuação

Assume importantes posições na definição

das opções básicas para o sucesso do programa.

Nunca é demais insistir que

a constante divulgação das informações

facilita a definição

do nosso sistema de formação de quadros.

A experiência mostra que

a consolidação das estruturas

prejudica a percepção da importância

das condições apropriadas para os negócios.

É fundamental ressaltar que

a análise dos diversos resultados

oferece uma boa oportunidade de verificação

dos índices pretendidos.

O incentivo ao avanço tecnológico, assim como

o início do programa de formação de atitudes

acarreta um processo de reformulação

das formas de ação.

Assim mesmo,

a expansão de nossa atividade

exige precisão e definição

dos conceitos de participação geral



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Business Bingo

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Dilbert

 

Dilbert

 Dilbert by Scott Adams

Driblando o sono em reuniões em que sua presença não serve para nada e você não vê a hora do coffe break chegar para você avançar nas migalhas de biscoitos e café.

Você dorme durante as reuniões de trabalho? Sente um tédio imenso durante as conferências, seminários e colóquios? Seus problemas acabaram!

Chegou o método super eficaz para combater esse problema: BUSINESS BINGO TABAJARA

Como Jogar:

1. Prepare um quadro como o que segue antes de começar a reunião, seminário, conferência, etc. (ou utilize o gerador de cartelas, disponível em: http://www.businessbuzzwordbingo.com)

2. Sempre que ouvir a palavra ou expressão contida numa das casas, marque a mesma.

3. Quando completar uma linha, coluna ou diagonal, grite “BINGO”.

Bingo

Testemunho de jogadores satisfeitos:

  • “Ganhei o jogo com apenas 5 minutos de reunião!”
  • “Minha capacidade de concentração aumentou muito desde que comecei a jogar Business Bingo”
  • “O clima da última reunião de diretoria ficou muito tenso, pois 14 pessoas já estavam prestes a preencher a 5ª casa com 10 minutos!”
  • “O diretor – presidente ficou completamente atônito quando ouviu 8 pessoas gritarem “BINGO” ao mesmo tempo.”
  • “Agora vou a todas a reuniões da minha empresa, mesmo se não for convocado.”

 

 


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Última atualização em Qua, 13 de Outubro de 2010 00:18
 

É preciso entender: somos como chimpanzés

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Stefan Stern, Financial Times
28/05/2009

(sugestão de livro)

Management rewired

"Management Rewired - Why Feedback Doesn't Work and Other Surprising Lessons From the Latest Brain Science" - Charles Jacobs. Portfolio, 224 págs.

A administração de empresas não funciona. É mal concebida e implementada inadequadamente. É, literalmente, desumana. Estamos todos perdendo nosso tempo.

Esse é a linha mestra do novo livro de Charles Jacobs. Inspirado nas mais recentes descobertas de neurocientistas e apoiado em alguns dados científicos surpreendentes, Jacobs, consultor com larga experiência no aconselhamento de companhias de primeira grandeza, alinha uma série de princípios e ortodoxias, toma posição, aponta - e tenta destruí-los.

Muito do que ele escreve é convincente. Sabemos que avaliações de desempenho podem ser um meio relativamente insatisfatório e ineficaz de administrar pessoas. Sabemos como é difícil dar, e mais ainda, receber "feedback". E sabemos que as pessoas gostam que lhes sejam contadas histórias convincentes sobre para onde está rumando sua organização.

Jacobs apresenta evidências científicas para tentar justificar suas posições. E isso o leva a crer que "os gerentes que produzem os melhores resultados são os que menos gerenciam". Portanto, "o maior desafio está em os gerentes pararem de fazer a maior parte do que estão fazendo no momento".

Por que ele se mostra tão confiante sobre seu argumento? Jacobs se diz impressionado pelas descobertas sobre o funcionamento do cérebro, obtidas graças ao uso de imageamento mediante ressonância magnética. Os cientistas podem ver mais claramente do que nunca o que acontece dentro de nossas cabeças. Eles comprovaram como nossos cérebros evoluiram e se desenvolveram. As evidências levam Jacobs a fazer algumas afirmações ousadas.

Somos animais. E como nosso ser emocional é mais antigo e mais profundamente arraigado do que nosso lado racional e lógico, "nossos sentimentos têm uma tendência a atropelar nossa razão". Então, "na melhor das hipóteses, a lógica é apenas uma maneira de justificar conclusões às quais já chegamos inconscientemente".

Do ponto de vista genético, somos 98% chimpanzés. No trabalho, somos alfas em grandes combates ou formiguinhas subalternas disputando migalhas atabalhoadamente.

Preferimos narrativas: "Histórias são a maneira natural segundo a qual nossas mentes funcionam, e elas antecederam a invenção da lógica como forma de se compreender o mundo".

Os administradores precisam compreender esse ponto: "Se usarmos a lógica para influenciar pessoas inconscientemente movidas a emoção, provavelmente não teremos grande êxito em fazê-las abraçar nosso ponto de vista".

Do ponto de vista de racionalistas e pensadores lógicos, a coisa fica pior. Segundo neurocientistas, "todos nós vamos inventando, à medida que vamos vivendo. Cada um de nós vive num mundo mental construído por si próprio", diz Jacobs. Objetividade é algo imaginário. "Cada um de nós funciona automaticamente, fundamentado em nossa versão pessoal de realidade, e conflitos são, portanto, inevitáveis."

"Chimpanzés de status inferior precisam aprender a usar disfarces - ocultar suas intenções ou fazer coisas sigilosamente - para poder manter sua limitada autonomia na presença de superiores", diz Jacobs. As práticas convencionais de administração vão contra nossa natureza. "Quer sejamos chimpanzés ou funcionários de uma empresa, não gostamos de ser controlados por outros", acrescenta. A administração é "mais adequada a formas de vida desprovidas da capacidade de pensar".

"Feedback" é, basicamente, uma amolação. Nós lembramos as coisas ruins e ignoramos as boas. Em vez de avaliações convencionais, "os funcionários deveriam fixar seus próprios objetivos, criticar seu próprio desempenho e, se houver um déficit de desempenho, determinar que ações corretivas necessitam ser tomadas", argumenta Jacobs.

O novo papel dos administradores deveria ser praticamente o oposto do velho, diz ele: solicitar em vez de ordenar, prover informações para capacitar os funcionários em vez de estabelecer seus próprios objetivos.

"Quando se trata de organizar grande número de pessoas, alcançaremos melhores resultados se, em vez de tentar frustrar suas inclinações naturais, simplesmente aceitarmos como as pessoas se comportam e extrairmos o máximo proveito disso", diz.

Jacobs é excessivamente unidimensional. Como poderíamos funcionar num mundo sem lógica ou numa companhia que negasse a existência de objetividade? Será que já não avançamos um pouquinho desde quando nos balançávamos nos galhos das árvores? E não é o triunfo da racionalidade sobre nossas emoções uma marca de civilização?

De todo modo, o livro levanta questões fascinantes e importantes. Administradores deveriam encará-las seriamente. Um desafio considerável foi posto à mesa. Será você suficientemente chimpanzé para descascá-lo?

 

Fonte: jornal VALOR ECONÔMICO 28maio09


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Última atualização em Qua, 07 de Julho de 2010 00:32
 


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"Learn the rules so you know how to break them properly."

Dalai Lama.